Sob aplausos, corpo de Eloá chega ao cemitério

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O corpo de Eloá Cristina Pimentel chegou pouco antes antes das 15h desta segunda-feira (20) ao Cemitério Santo André, no ABC, onde serão realizados o velório e o enterro. Na chegada do cortejo e na retirada do caixão, a multidão que estava na entrada da sala do velório fez uma homenagem com aplausos.
Muitas pessoas saíram da fila que foi formada para ver a chegada do caixão. A multidão se acumulou em volta do carro e foi difícil transportar o corpo para dentro do velório. Um grupo de adolescentes amigos da jovem rezava o Pai-Nosso e a Ave-Maria. Eles se mostravam bastante emocionados.
Após a entrada, muitas pessoas se aglomeraram para ver o velório pelo vidro. A Guarda Municipal de Santo André  protegia a entrada da sala para evitar a prresença da imprensa e da população. O corpo deve ser velado apenas pela família durante cerca de meia hora. Somente após esse período o local será aberto para visitantes.
Amigos, conhecidos e curiosos que se sensibilizaram com o drama da adolescente faziam fila para entrar no velório da jovem ainda antes da chegada do corpo. O enterro está marcado para as 9h da terça-feira (21). A Guarda Municipal estima que cerca de 2 mil pessoas estivessem por volta das 14h30 no local.
A aposentada Antônia Maria dos Santos, de 62 anos, mora em Osasco e foi nesta manhã para o cemitério. Segundo ela, a intenção é prestar solidariedade à família. “Vim para mostrar para a mãe da Eloá que ela não está sozinha. Ela precisa de toda a força possível agora”. Mesmo sabendo que provavelmente não vai poder oferecer sua solidariedade diretamente para a família, ela acredita que sua ida valeu a pena. “Estou rezando e passando vibrações positivas. Quero passar lá [dentro do velório] para deixar esse sentimento mais próximo”.
Já a dona-de-casa Yolanda Barbosa Matos Silva, de 40 anos, disse ter ficado mais abalada ainda por ter um filho da mesma idade de Eloá. “Meu filho ficou muito chateado. Foi um choque, ele falou que todo mundo chorou na escola”. Contou ela, que mora em Mauá e estava sozinha no local. Quase no fim da imensa fila formada me torno da sala do velório, a dona de casa não estava desanimada. “Vou encarar, eu tenho que vê-la. Desde ontem eu queria ir ao hospital, senti isso. Deve ser muito difícil para a família dela. Para a gente que é mãe, é triste”.