Brasil

Pesquisadores lançam novas variedades de semente de cana-de-açúcar

Pesquisadores de dez Universidades Federais Rurais, incluindo a de Pernambuco, acabam de lançar 13 novas variedades da semente de cana-de-açúcar. Com a novidade, os canaviais ganharão mais produtividade e uma resistência maior a pragas e doenças. As pesquisas realizadas pelos cientistas da  Rede Interuniversitária Para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa) buscam encontrar novas variedades de cana-de-açúcar, que sejam mais adaptadas a cada região e tipo de solo.

“No mês de maio lançaremos nos Estados onde foram desenvolvidas as novas variedades – que inclui Pernambuco – essas 13 novas variedades e com isso pretendemos alcançar um incremento de 15% também em produtividade e riqueza de açúcar por tonelada de cana, contribuindo assim pra melhoria do manejo varietal das unidades produtoras de açúcar e etanol no Nordeste e de produtores de pequeno e médio porte que fornecem matéria-prima para empresas sucroenergéticas”, informou sobre o melhoramento genético da espécie o pesquisador da UFRPE, Djalma Euzébio.

Para que uma nova variedade chegue ao campo são em média 12 anos de pesquisa, sendo cinco no desenvolvimento de uma nova semente. O restante do tempo é dedicado à  produtividade e à resistência da planta. Há quase dois anos, uma unidade de pesquisa da UFRPE, que abriga mudas das novas variedades de cana, foi invadida por sem-terras. Eles destruíram 30 mil mudas que estavam na estufa. 

Nesse processo de pesquisa algumas usinas já estão com novas variedades no canavial. Sérgio Murilo de Andrade, diretor agrícola da Usina Petribú, comentou sobre a importância da novidade para o Nordeste: “as novas variedades vão permitir um aumento de mais de 15% de produtividade nos canaviais. Isso é importante principalmente pro nordeste, que possui uma produção abaixo das outras regiões do Brasil”

A expectativa dos pesquisadores é disseminar as novas variedades para o Brasil, que possui cerca de oito milhões de hectares plantados de cana-de-açúcar. “As empresas que compõem o setor energético no nordeste já dispõe desse material em sementeiras pequenas. E para os pequenos e médios produtores a gente tem projetos financiados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, através do Finepe, que viabiliza que a gente leve o material genético para produtores de pequeno e médio porte na Região Nordeste, que possuem cerca de 20 mil produtores de cana de açúcar independentes que fornecem para as usinas”, explicou Djalma Euzébio.

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