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Perícia indica asfixia por cianeto em vítimas da boate Kiss, diz polícia

kiss 3707 1  A Polícia Civil já tem a indicação de que as vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, morreram de asfixia por cianeto, liberado pela queima da espuma que revestia o teto da casa noturna. De acordo com Marcelo Arigony, delegado responsável pelo caso, a investigação do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande de Sul aponta para a presença dos efeitos do composto químico nos corpos analisados.

Após o lançamento de um sinalizador por um dos integrandes da banda Gurizada Fandangueira, a espuma que revestia o teto do local começou a pegar foto. Com a combustão, o material passou a liberar um gás que continha cianeto, um composto químico altamente tóxico.

   Arigony ressaltou, porém, que agurda ainda laudo oficial dos peritos para confirmar a causa das mortes. Segundo ele, a conclusão do IGP é a mesma da investigação policial.

   “Todo panorama indica cianeto. Nós já temos uma sinalização da perícia no sentido de cianeto. Então, pretendemos chegar ao final do inquérito concluindo que, pelo menos, havia cianeto. Uma espuma quando queima, gera cianeto. Mas tudo tem que ser coroado com o laudo oficial da perícia. Eu diria que temos uma sinalização nesse sentido e pretendemos ter mais elementos de prova no sentido de que realmente o cianeto foi, se não o diferencial, pelo menos uma das circunstâncias e talvez uma das circunstâncias que levaram a morte dessas pessoas”, diz Arigony.

   O delegado esteve em Porto Alegre durante o início desta semana e participou de reuniões com representantes do Instituto Geral de Perícias. O laudo final deve ser concluído até o final da semana e enviado para Santa Maria, onde, então, a polícia deve divulgar o relatório final.

 

Entenda
   O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 239 mortos na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:

 

– O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
– Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
– A banda comprou um sinalizador proibido.
– O extintor de incêndio não funcionou.
– Havia mais público do que a capacidade.
– A boate tinha apenas um acesso para a rua.
– O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
– Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
– 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
– Equipamentos de gravação estavam no conserto.

 

Fonte: G1

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