Dólar cai quase 2% e fecha a R$ 1,734

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O dólar caiu quase 2% nesta quarta-feira (14), registrando novamente o nível mais baixo em mais de sete anos e meio, por causa do maior apetite por risco no exterior e do ingresso de recursos no país.
A moeda norte-americana recuou 1,87%, para R$ 1,734. É o menor valor de fechamento desde 24 de março de 2000. Em novembro, graças à forte queda no dia, a divisa registra queda de 0,23%.
 
O mercado de câmbio intensificou o movimento da véspera, quando interrompeu uma série de quatro altas seguidas do dólar. A menor apreensão dos investidores com a crise global de crédito permitiu que o apetite por ativos arriscados aumentasse um pouco mais, dando impulso a moedas de países emergentes.
 
"A recuperação das moedas lá fora influencia bastante e a recuperação da Bolsa também. O cenário externo está mais calmo hoje", disse Gerson de Nóbrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento. O risco-país, medido pelo JPMorgan, caía cerca de 10 pontos durante a tarde, para 194 pontos.
 
 Bom humor
O bom humor do mercado foi favorecido por dados sobre a economia norte-americana. As vendas do varejo em outubro vieram em linha com o esperado e os preços ao produtor subiram menos que o previsto – aumentando a chance de um corte adicional do juro pelo Federal Reserve em dezembro.
 
"Com o mercado externo mais calmo, diminuem internamente os movimentos operacionais defensivos", disse Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, sobre a principal causa do repique que o dólar sofreu até segunda-feira. "A retomada ocorre de forma muito forte, com a Bovespa tendo o retorno dos recursos externos saídos momentaneamente", acrescentou.
 
 Bolsa
Segundo Nobrega, o mercado de ações vai ajudar a engrossar o fluxo cambial na segunda metade de novembro, reforçando a pressão de queda do dólar. A principal operação que vai atrair dólares para o país é a abertura de capital da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). A operação pode movimentar cerca de 5 bilhões de reais.
Perto do final da sessão desta quarta, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Na operação, a autoridade monetária definiu taxa de corte a R$ 1,77 e aceitou, segundo operadores, ao menos três propostas.