De olho no seu voto

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O início do mês de abril no Estado de Goiás foi turbulento com o lançamento dos pré-candidatos a disputa eleitoral ao governo estadual. Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR) desincompatibilizaram de seus cargos. Os preparativos para a eleição 2010 ficam acirrados. Marconi Perillo anteriormente já havia colocado seu nome a disposição do partido como pré-candidato e, hoje, com o surgimento de candidato próprio da situação, é considerado a terceira via.

De acordo com o deputado federal Sandro Mabel (PR), no passado houve tentativas de se construir uma terceira via, mas nunca foi concretizada. O deputado afirma que neste momento a terceira via de fato em Goiás é Marconi Perillo, porque o PMDB é oposição e Vanderlan é o candidato do governo. Segundo Mabel quem não é governo e nem oposição é terceira via.

A situação hoje é extensão do mandato anterior de Marconi Perillo. Cabe ao eleitor observar que até o momento só existe oposição e situação rachadas. Uma terceira via de fato, deveria surgir e com sangue novo, isenta de irismo e marconismo.

As opiniões no meio político são as mais diversas. O deputado federal Roberto Balestra (PP), mesmo contra a vontade de seus companheiros, defende que sempre haverá equilíbrio de forças e luta pela união PP e PSDB. Já o presidente da Associação Goiana dos Municípios, prefeito Abelardo Vaz Filho (PP), sempre defendeu unidade na base e por conta do apoio empenhado a Vanderlan Cardoso, ganhou desafetos no bloco marconista. O deputado Jardel Sebba (PSDB) comenta sobre a falta de propostas do PMDB, que centra todo o discurso em ataques contra o senador Marconi Perillo.

Para completar, Iris e Alcides firmaram um pacto de não agressão neste primeiro turno, visando uma aliança futura. Marconi sente-se ofendido com os ataques freqüentes de ex-companheiros a sua administração passada e em resposta, diz que não abaixará o nível da campanha.

Porque será que é sempre realizado acordo entre os candidatos em não fazer denuncias, bater em casos não resolvidos. Vamos relembrar alguns casos: Caixego, Cachoeira Dourada, a Celg deve mais de R$ 6 bilhões e precisa de R$ 1,5 bilhão de investimentos imediatos para manter sua estrutura que já existe. No mercado, a empresa deve estar valendo aproximadamente R$ 1 bilhão… É claro que uma campanha adornada de denuncias vazias não levam a lugar algum, além de ser crime. Mas, quando será que os casos como estes terão solução. A justiça nunca dá um veredicto final. Será que são casos tão complexos que a justiça não é capaz de solucionar ou será protecionismo eleitoral, omissão ou conivência. Depois se algum candidato tocar na ferida do outro e reacender assuntos esquecidos é abaixar o nível da campanha, resumindo, baixaria.

Alguns pré-candidatos, já passaram pelo governo em várias instâncias de poder, demonstraram quem são sua conduta política e caráter. Aqueles jargões “esse rouba, mas faz”, “todos são iguais mesmo” não podem mais serem mencionado entre os eleitores. Quem protegerá a utilização de verbas públicas. Com o sistema político nacional corrupto e falido, mensalões e meias, haja cuecas para tanto dinheiro que some no meio do caminho. Ninguém tem o direito de desviar o que é do povo. Se não houvesse desvios de conduta, teríamos um País rico, sem maiores problemas com saúde pública, educação, segurança, transporte, conservação das estradas….

O fato é que somente teremos a definição no final do mês de junho quando se encerram os prazos de registro do candidato para postular a campanha 2010. Até lá muitos outros pré-candidatos surgirão a governo federal, estaduais e inúmeros para deputados estaduais e federais.

Resta aos eleitores aptos, selecionar bem, separar o joio do trigo e votar. Não anular seu voto. Devemos saber escolher e votar com decisão, pois, se não escolhermos com critérios estaremos dando o poder da caneta a quem não merece.