Conselho vê 7 inocentes e 4 culpados de envolvimento com sanguessugas

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 Conselho de Ética da Câmara julgou nesta quinta-feira os processos de onze deputados acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias. Ao todo, a entidade considerou sete inocentes e decidiu recomendar a cassação dos outros quatro.

Inicialmente, o órgão votaria apenas dez processos nesta quinta-feira, mas de última hora decidiu incluir na pauta a acusação contra o deputado José Divino (sem partido-RJ). Seguindo o voto do relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), o Conselho decidiu recomendar a sua cassação.

A sessão desta tarde era a última da atual legislatura. Ao todo, o Conselho de Ética julgou apenas 12 processos de um total de 67 deputados acusados.

Nesta quinta-feira, foram absolvidos Marcondes Gadelha (PSB-PB), Érico Ribeiro (PP-RS), João Correia (PMDB-AC), Laura Carneiro (PFL-RJ), Wellington Roberto (PL-PB), Wellington Fagundes (PL-MT) e Pedro Henry (PP-MT).

Já os deputados José Divino, Nilton Capixaba (PTB-RO), Cabo Júlio (PMDB-MG) e Lino Rossi (PP-MT) foram considerados culpados pelo conselho. Há duas semanas, o Conselho havia recomendado a absolvição de Celcita Pinheiro (PFL-MT).

Em tese, o plenário da Câmara deveria decidir se acata ou não as recomendações do Conselho de Ética ainda em janeiro –antes do fim da legislatura. Mas, para isso, teria que ter uma convocação extraordinária, o que é muito improvável que aconteça.

Culpados

No caso de Rossi, o conselho concordou com o relatório do deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), que apontava o deputado como "elemento-chave para as atividades da Planam", empresa considerada cabeça do esquema de desvio de recursos do Orçamento para a compra superfaturada de ambulâncias.

O relator do processo do Cabo Júlio, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), apontou como principal motivo para recomendar sua cassação o fato do peemedebista "ter admitido que os empresários do grupo Planam efetuaram vários depósitos bancários em sua conta corrente, a título de ajuda financeira para a campanha eleitoral."

O conselho também acatou o pedido do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que, como relator do processo, pedia a cassação de Capixaba.

Absolvidos

No caso de Correia, o órgão rejeitou o relatório do deputado Anselmo (PT-RO) que pedia a cassação do mandato do parlamentar. Um novo parecer pedindo sua absolvição por falta de provas foi apresentado pelo deputado Marcelo Ortiz (PV-SP).

Em seguida, o Conselho aprovou os pareceres do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) que pediam o arquivamento das representações contra Carneiro e Roberto.

O órgão ainda absolveu Fagundes de envolvimento com a máfia. A votação seguiu o parecer do relator, deputado João Campos (PSDB-GO).

O Conselho também aprovou o arquivamento do processo contra Henry. Em seu relatório, o deputado Mussa Demes (PFL-PI) afirmou que não há provas suficientes que o levem a pedir a cassação do mandato do parlamentar.

Outro absolvido foi Gadelha. A decisão acompanhou o voto do relator, deputado Herculano Anghinetti (PP-MG). Emocionado, Gadelha chorou após a decisão do colegiado.

Ribeiro também foi considerado inocente pelo conselho, que acompanhou o voto do relator, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA).

Com Agência Câmara