Goiás

Álcool goiano atrai interesse de alemães

A Alemanha pretende estreitar laços comerciais com empresários goianos. As principais áreas de interesse são o açúcar e álcool. O governo alemão adiciona hoje de 2% a 3% de álcool à gasolina consumida no País. Até 2010, pretende elevar esta cota para 10%. De acordo com o embaixador no Brasil, Prot von Kunow, as indústrias germânicas não têm capacidade para produzir combustível para tal demanda. A saída será aumentar as importações de países com maior produtividade do setor, entre eles o Brasil.

O embaixador esteve reunido ontem com empresários das áreas têxtil, petrolífera, de açúcar e álcool na Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg) e disse ainda que tem interesse em outras fontes energéticas brasileiras, como o biodiesel. A Alemanha já produz biodiesel, mas não de fontes tão baratas quanto a do etanol, por exemplo, como faz o Brasil.

A preocupação do governo alemão com a importação mais maciça de combustível é garantir o cumprimento do Protocolo de Kyoto, que prevê a redução da emissão de CO2 na atmosfera. O presidente da Acieg, Pedro Bittar, lembra os altos custos dos combustíveis na fabricação industrial alemã e, por isso, a produção brasileira tem chances de se expandir neste mercado. “O Brasil pode operar com preços melhores que a Europa”, avalia Pedro.

Os Estados dos quais a Alemanha mais compra no Brasil são Rio de Janeiro, aço, e São Paulo, combustível. Prot von Kunow afirma que os investimentos nos outros Estados da federação, entre eles Goiás, serão mais individualizados e menores. De janeiro a agosto deste ano, a Alemanha comprou mais de US$ 3 bilhões em produtos brasileiros. “Pretendemos entrar em outros Estados de maneira gradativa. Nosso foco de interesse são produtos agícolas”, afirma Prot.

Infra-estrutura – Questionado sobre a demora na implantação de projetos de investimento em infra-estrutura no Brasil, discutidos em parceria entre os dois países, o embaixador diz que a questão requer mais maturidade das partes. Prot von Kunow afirma que o maior atrativo neste caso são as Parcerias Público Privadas (PPP), mas a pouca experiência alemã atrasa o processo.

Ele afirma que neste processo ainda existem dificuldades e é primordial que sejam resolvidas antes que os investimentos comecem. “O Brasil não tem dinheiro para todos os investimentos necessários; então, precisa priorizá-los para que as empresas alemãs possam escolher os mais viáveis.” Mas o embaixador afirma que essa não é uma medida prevista para ser implementada no momento. A Alemanha é o maior mercado da União Européia e, apesar de ser comprador exigente, os produtos goianos são destaque por atender às demandas do país germânico.

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